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Um dos nossos

por João Távora, em 15.03.16

Nicolau Breyner.gif

Como hoje dizia o Sérgio Figueiredo no Diário de Noticiais “Está a morrer a gente de que gosto”!

Falava de um amigo, este sim, provavelmente de todos os Portugueses que era o Nicolau Breyner que ontem se despediu de nós.

Do Nicolau Breyner todos conhecíamos múltiplas e estimulantes facetas – a de um actor versátil, quase genial. A de um entretainer de todos os recursos, a de um Homem apaixonado, com truculência, pela Vida. A de um amigo inter-geracional que a todos apoiava que a todos considerava com a sua proverbial jovialidade. A de um Alentejano de tempera e de trapio – que amava tão profundamente a sua terra que só nela se transformava verdadeiramente no Senhor Contente que a todos encantou.

Do seu pensamento político e social provavelmente ficará na memória de todos a candidatura à Câmara Municipal de Serpa que perdeu apenas por 1200 votos. Uma candidatura improvável em representação do partido mais à direita do espectro democrático, no distrito ainda bastião do Partido Comunista Português. Só mesmo Nicolau, com a sua inteligência prática, a sua afectividade natural, seria capaz de um feito tão singular.

Mas o que talvez pouca gente saiba é que Nicolau Breyner era um fervoroso patriota e um monárquico determinado e comprometido na defesa das suas convicções. Filiou-se cedo na Real Associação do Ribatejo e foi, por isso, um dos construtores do projecto da Causa Real que hoje reúne o Movimento Monárquico Português.

A sua afectividade, o seu sentido humano, o seu amor pelo Alentejo e por Portugal foram, seguramente, razões que determinaram a sua formação política e a crença profunda que tinha de que um Rei, era favorecido pela mesma afectividade com a Nação, pelo mesmo amor dedicado á Pátria Portuguesa.

Nicolau, o Senhor Contente que nos ajudava a celebrar a Festa da Vida, fará falta a todos os Portugueses pelo génio criativo que transbordava de Si, mas também pela devotada paixão que punha em todas as coisas.

 Partiu um grande Conjurado de Portugal a quem queremos prestar Homenagem através de palavras simples, como Ele tanto gostava. No fim destas palavras simples, julgo que Nicolau ficaria “contente” se rematássemos por Ele com um: - Viva o Rei, Viva Portugal!

 

António de Souza Cardoso

Presidente da Causa Real

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Marcelo, de Sua Graça!

por João Távora, em 15.03.16

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, empossado como 20º Presidente da República Portuguesa, está em absoluto estado de graça.

É o Presidente dos afectos que saiu lá de casa onde entrava todos os domingos, directamente para o Palácio de Belém. Para trás ficou um passado partidário longe do arquétipo hoje criado por Marcelo. A mesma irreverência, quase traquinice, nos mergulhos do Tejo e outros pequenos narcisismos, mas a diferença abissal de ser, não o Presidente do PSD que só conseguiu ganhar referendos duvidosos, mas o nosso Presidente - o do segredo das nossas casas e famílias que, quase invariavelmente, têm no plasma o seu principal interlocutor.

Marcelo fez a posse que queria – ao seu estilo, juntando tudo, sem medo que a mistura parecesse mixórdia.

Sem ter, desta vez, que fazer de morto para estar com todos, mas antes usando agora a sua superior influência para nos abraçar na sua benévola condescendência. Marcelo percebeu que o mundo frívolo e mediático que estamos, vive de sinais, de pequenas, sintomáticas, frivolidades e, por isso, imita a fórmula do Papa Francisco nessa ideia de tudo abraçar e compreender.

Mas Marcelo sabe que essa postura que é da essência permanente do Chefe do Vaticano não se ajustará por muito tempo, a quem lidera um País com as dificuldades que Portugal terá que enfrentar.

Marcelo, agora que tem que fazer prova de vida, que é chamado ao jogo, não pode mais pactuar com tudo e com todos, porque o mundo e o País estão muito mais para decisões difíceis do que ecuménicas!

A maioria que não manda, exercerá uma pressão crescentemente asfixiante sobre a minoria que tem que decidir. E que tem que decidir em cima de rectificativos, de rectificações, de rectilíneos desígnios que o BCE não admitirá excepcionar para Portugal.

António Costa não pode por muito mais tempo virar as costas ao jogo de máscaras em que se meteu. Não pode ser o bom aluno que a Europa exige e o “enfant terrible” que a “sua” maioria impõe. E Marcelo será chamado a arbitrar a primeira vez em que António Costa não tiver tempo para mudar de máscara.

E esse momento será mais breve do que o próprio Marcelo gostaria. Bastará que o sistema financeiro e as economias mundiais continuem a sua previsível periclitância e que o novo PSD chegue à conclusão que é a sua vez de “fazer de morto” e deixar de dar pretexto a António Costa, para continuar a poder ter um discurso para “português ouvir”!

Marcelo, de Sua Graça, tem pouco tempo para esta risível colagem às características de um Monarca. Percebo que goste, tanto como eu, dos valores da independência e da relação afectiva que o Rei tem com a Nação que representa. Mas por mais que engrace com a ideia, não pode fugir á sua natureza e á da Família politica de onde emana.

 E, também por isso, terá pouco tempo de exercer a graça natural que tem e o seu período de graça, terminará brevemente, para que Portugal não caia em desgraça!   

 

António de Souza Cardoso

Presidente da Causa Real

In Diário de Notícias

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Bem vindo ao Blog daCausa Real, um contributo para discussão de um Portugal com futuro. A Causa Reall coordena, a nível nacional, o movimento monárquico, tendo como objectivo principal a promoção de uma alternativa política para Portugal.


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