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40 anos depois

por Luis Lavradio, em 25.04.14

A veneração do 25 de Abril reduz os dois anos mais complexos e conturbados da nossa história contemporânea a uma data, e a uma ideia. É pena, diminui a importância de uma série de acontecimentos cujo conhecimento e análise revelam muitos dos fundamentos e fragilidades do nosso actual regime. Para qualquer democracia que procura aperfeiçoar a transparência e a representatividade do seu sistema político, que preza a liberdade e o progresso do seu povo, essa análise seria um imperativo. O jornalismo militante, a censura e indoutrinação desavergonhada nas salas de aula, a conivência na nossa justiça e a obsessão pela manutenção do status quo indicam o contrário. Esta cegueira colectiva denota uma estranha necessidade de autolegitimação 40 anos depois do golpe de Estado. Ela limita a nossa capacidade crítica perante uma profunda crise sistémica, cada vez mais alarmante, relegando os interesses da Nação para segundo plano. 

 

Segundo o relatório anual do “Economist Intelligence Unit” há apenas 25 países que funcionam em plena democracia. Portugal não é um deles.

 

 

O Índice de Democracia publicado pelo EIU sustenta e reforça o comentário de Jack Lang, político francês, republicano, de que as monarquias constitucionais são os páises mais democráticos da Europa. O nosso regime está caduco, está na altura de olharmos para outras alternativas. A bem da liberdade e da democracia.

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1 comentário

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De Anónimo a 07.05.2014 às 14:00

Sou Republicano confesso e anti-monarquico pelo menos na forma como decorreu em Portugal nos 8 séculos. Umas famílias mamam tudo e a esmagadora maioria da população (99%) vive completamente à rasca... O meu problema não é ter ou não rei, mas a péssima elite (alguma até se julga aristocrática e não passam de autênticos idiotas sem qualquer valor intelectual ou de outro tipo) que sempre tivemos. Se fosse norueguês não questionaria ter ou não rei, porque aquela gente é diferente das gentes do sul da europa. No norte da europa é-se honesto, trabalha-se, é-se solidário e toda a população tem direitos e oportunidades. No sul da europa têm-se a máfia, os toureiros e os marialvas. Uns mamam tudo e outros a nada têm direito e vivem na trampa sem direitos ou oportunidades. A chamada europa das "tias burras". Porque no norte da europa tb há tias mas são menos burras e mais compreensivas e solidárias.
Para mim o gráfico distingue entre povos do norte da europa (que já tiveram diversas guerras e houve muito sofrimento) que se adaptaram aos novos tempos e, à medida que se caminha para o sul o bem estar diminui claramente. Até porque países como a Islândia, Suíça ou Finlândia (não são monarquias) tb se encontram no topo. Meus caros, não se trata de ter ou não rei, mas de ter gente capaz com pensamento coletivo positivo que é coisa que no sul da europa não se tem... Já pensaram no índice de democracia em Marrocos que tb é uma monarquia?

Saudações cordiais

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