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Mensagem de 1 de Dezembro de 2025

S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança

por João Távora, em 01.12.25

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Portugueses,

Reunimo-nos hoje, na véspera do Primeiro de dezembro, para celebrar a Restauração da Independência de Portugal em 1640, símbolo da nossa determinação em preservar a identidade e a soberania como povo livre.

Ao recordarmos este momento histórico, lembramos que os princípios da Restauração: a fé, a ordem, a defesa da liberdade e da soberania permanecem essenciais à nossa convivência democrática.

Num mundo em constante mudança, é vital reafirmar estes valores, protegendo a nossa identidade e coesão social, em harmonia com a participação, pluralidade e os direitos de todos.

O equilíbrio entre abertura e soberania é um desafio

A Lei dos Estrangeiros deve refletir o equilíbrio entre a tradição de hospitalidade portuguesa e a proteção dos interesses soberanos do Estado. Portugal sempre recebeu diferentes povos e culturas, mas a experiência histórica ensina que a abertura deve ser acompanhada de prudência, responsabilidade e respeito pelas normas nacionais.

Num mundo marcado por migrações e ameaças complexas, esta lei deveria ser mais que um instrumento administrativo, deveria ser também um meio de proteger a soberania e a segurança coletiva, promovendo inclusão e vigilância. Guiados pelo espírito cristão, devemos assegurar que todos, nacionais e estrangeiros, contribuam para o bem comum, respeitando a cultura e os valores de Portugal.

Tal como os Conjurados da Restauração enfrentaram os desafios do seu tempo, hoje cabe-nos garantir que a Lei dos Estrangeiros proteja os interesses nacionais sem perder de vista a dignidade de quem escolhe Portugal como lar, fortalecendo a unidade e a resiliência democrática da nossa sociedade.

A minha recente visita ao Bangladesh, acompanhado pela minha Família, assume um significado especial num momento em que muitos migrantes bengaleses em Portugal enfrentam episódios de discriminação. Este gesto diplomático e simbólico ajuda a recordar a profunda tradição histórica portuguesa de abertura ao mundo e de respeito pelas comunidades que connosco constroem o país.

Ao deslocar-me ao Bangladesh, reafirmo não só a valorização da diáspora que escolheu Portugal como destino, mas também o nosso compromisso moral com a dignidade humana, independentemente da origem. É um sinal claro de que aqueles que vivem e trabalham entre nós fazem parte da nossa comunidade e merecem reconhecimento, proteção e respeito.

Esta visita é um espelho do país que queremos ser: um Portugal, que sempre foi de migrantes, consciente da sua própria história, fiel à sua identidade plural e orgulhoso de estender a mão a quem o procura para viver com segurança, esperança e futuro.

A visita à Hungria

Este ano foi também para a minha Família e para mim uma honra regressar à Hungria e ser recebido pelas mais altas figuras do Estado, num encontro que reforçou os laços históricos e culturais que unem os nossos dois Povos. Nesta visita, tivemos oportunidade de refletir sobre temas essenciais, como a importância da Família, a preservação das nossas tradições e a necessidade de enfrentar de forma responsável o desafio da imigração ilegal. Defender a legalidade e a dignidade humana não é contraditório com a abertura ao mundo, pelo contrário, é complementar. Tal como sublinhei na recente deslocação ao Bangladesh, Portugal tem o dever de respeitar e apoiar aqueles que escolhem o nosso país por vias legítimas, integrando-se e contribuindo para a nossa sociedade. Combater a imigração ilegal significa precisamente proteger essas comunidades, garantir justiça e assegurar que o acolhimento se faz com ordem, respeito e humanidade.

Complexidade das Ameaças Modernas: Guerra Híbrida

A guerra fria reentrou no vocabulário do dia a dia, a ameaça nuclear paira de novo. As ameaças à soberania e à democracia assumem formas subtis e, por vezes, impercetíveis. A guerra híbrida é, talvez, o maior desafio à nossa capacidade de defesa coletiva. Trata-se de um fenómeno complexo, que combina métodos convencionais e não convencionais, onde a desinformação, a manipulação das redes sociais, os ataques cibernéticos e a pressão económica se cruzam com tentativas de enfraquecer a nossa coesão interna e a confiança nas instituições.

É imperativo que saibamos identificar, compreender e responder, de forma prudente e determinada, aos novos perigos que se colocam à nossa liberdade.

A defesa contra a guerra híbrida exige vigilância, cooperação entre instituições, educação cívica e tecnológica, bem como uma cidadania informada e ativa. Não basta confiar na força das nossas tradições; é preciso adaptá-las aos desafios do século XXI, sem nunca abdicar dos nossos valores essenciais.

A Causa da Lusofonia

Ao celebrarmos o 1º de Dezembro, não evocamos apenas a Restauração da Independência de Portugal, mas afirmamos a dimensão global da nossa língua e dos valores que nos definem enquanto povo. Entre esses valores, a Família ocupa um lugar central: é onde se constrói a identidade, onde se transmitem costumes, memórias e sonhos. É também o elo fundamental que nos liga a todos os que, espalhados pelos cinco continentes, falam português e partilham da nossa história.

Com mais de trezentos milhões de falantes, a lusofonia não é apenas um património linguístico: é uma comunidade viva de culturas, valores e responsabilidades. A herança desta língua exige de nós orgulho e dever. O dever de manter vivos os laços que unem Famílias, comunidades e nações, e de promover a cooperação entre todos aqueles que partilham desta tradição.

O futuro da lusofonia depende da nossa capacidade de reforçar esses vínculos: através do ensino da língua, do respeito pela diversidade, do fortalecimento das relações entre países e comunidades lusófonas, e, acima de tudo, da proteção da Família como berço dos cidadãos de amanhã. Só assim podemos construir sociedades democráticas, justas e seguras, onde cada indivíduo encontra lugar para crescer, contribuir e sonhar.

Por essa razão estive presente há alguns meses na 4ª Conferência das Comunidades Luso-Asiáticas, em Timor-Leste. Uma instituição esquecida por muitos em Portugal, mas que faz essa ligação entre os vários povos de raiz portuguesa que referi anteriormente.

Que este 1º de Dezembro nos lembre de que Portugal não é apenas a sua história ou o seu território, mas também a comunidade de almas que, em cada canto do mundo, continuam a falar, a ensinar e a viver a língua que nos une.

Neste contexto foi com grande alegria que a minha Mulher e eu tivemos a oportunidade de tornar a visitar Goa onde fiquei encantado por reencontrar a força da Memória Portuguesa na população, na arquitectura e na hospitalidade.

Presidenciais

No início do próximo ano vamos ter eleições presidenciais. É nestes períodos de transição que se torna legítimo refletir sobre o modelo político que melhor corresponde à identidade nacional e às aspirações do povo. Talvez este seja o momento de revisitar, com serenidade e espírito histórico, a solução monárquica como fator de estabilidade, continuidade e unidade. Não como recuo ao passado, mas como possibilidade de renovação, ancorada numa tradição que sempre procurou colocar a nação acima das disputas partidárias. O importante, acima de tudo, é que Portugal encontre o caminho que mais profundamente reflita a sua alma e a sua história.

Visita a Sua Santidade

Foi com profunda emoção que, acompanhado pelo meu filho, Dinis, fui recebido há mais de um mês por Sua Santidade o Papa Leão XIV. Nesta ocasião solene, transmiti ao Santo Padre os cumprimentos e votos de fidelidade da Família Real Portuguesa para o pontificado que agora se inicia, desejando que o seu ministério seja fonte de paz, esperança e renovação espiritual para todos os povos. Tive igualmente a honra de apresentar os novos símbolos da Ordem do Arcanjo São Miguel, símbolos que recuperam a heráldica original, preservando a memória e a tradição que lhe estão associadas. A Ordem, fortalecida por delegações espalhadas pelo mundo, tem adquirido um papel de grande relevância, particularmente junto das comunidades do Leste europeu que enfrentam as duras consequências da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A nossa missão, mais do que nunca, é apoiar, proteger e inspirar aqueles que sofrem, reafirmando que a fé, a honra e o serviço ao próximo continuam a ser pilares essenciais da identidade portuguesa.

Conclusão

Ao celebrarmos a restauração da independência, lembremos que a nossa voz ecoa em trezentos milhões de lares, escolas, praças, parlamentos e, sobretudo, Famílias. Que saibamos honrar este património, cuidando da nossa língua, promovendo a união entre todos os que a partilham e defendendo a Família como base da sociedade. Assim, continuaremos a ser, juntos, protagonistas de uma história comum feita de liberdade, fraternidade, esperança e de laços Familiares inquebrantáveis.

É este o compromisso em que a minha Família e eu próprio estamos empenhados e comprometidos, sempre à disposição dos Portugueses para servir no que for entendido como necessário.

A minha Família e eu desejamos a todos um Santo Natal e um ano de 2025 abençoado por Deus!

Viva Portugal!

D. Duarte

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As declarações de Pacheco Pereira no programa “O Princípio da Incerteza”, evidenciam a fragilidade dos actuais candidatos presidenciais, refletindo a pobreza argumentativa que domina o discurso republicano contemporâneo. Pacheco Pereira, como habitual, constrói uma narrativa que oscila entre o alarmismo e a superficialidade, sem jamais enfrentar a verdadeira questão: a crise estrutural da república e a farsa da sua suposta legitimidade democrática.

Primeiro, a ideia de que a força de um candidato presidencial, como o Almirante Gouveia e Melo, reside em "pôr o país na ordem" é ridicularizada com insinuações sobre o populismo. No entanto, não se questiona porque razão os políticos necessitam de ser "postos na ordem". A resposta é evidente: a república gerou uma classe política profissional, alheia ao interesse nacional, que se perpectua no poder através de jogos partidários. O sistema republicano falhou em representar os cidadãos e agora teme qualquer figura que não pertença ao seu círculo fechado.

Segundo, a discussão sobre potenciais candidatos roça o absurdo. Leonor Beleza, apesar da sua competência e experiência, não se dispõe a entrar neste teatro político, e compreende-se. Já a inclusão de Cristina Ferreira na conversa revela a decadência da república. Em vez de um chefe de Estado com formação e um sentido de dever para com o país, a república oferece-nos um casting para um papel populista, onde a notoriedade é mais importante do que a competência.

Ainda mais revelador é o reconhecimento da fraqueza dos nomes que efectivamente circulam como candidatos. Marques Mendes, antigo líder do PSD, nunca demonstrou a envergadura política necessária para ocupar o cargo, sendo mais conhecido pelos seus comentários televisivos do que por uma visão de Estado. Já António Vitorino, veterano socialista, carrega consigo o peso do carreirismo partidário, sendo mais um exemplo da classe política que se recicla indefinidamente sem qualquer renovação substancial. A própria ausência de nomes fortes revela o esgotamento do regime republicano, incapaz de apresentar lideranças genuinamente mobilizadoras.

Esta constatação leva-nos a uma questão ainda mais profunda: será o problema apenas a qualidade dos candidatos ou o próprio modelo que os produz? A própria incerteza em torno dos candidatos evidencia o vazio de liderança no sistema republicano. Nomes como Marques Mendes e António Vitorino são mencionados sem entusiasmo, como opções por falta de alternativas viáveis, e não por um genuíno apoio popular. Trata-se de figuras recicladas do sistema, cuja presença na política é ditada mais pela conveniência partidária do que por qualquer verdadeira vocação para a liderança nacional.

Mais do que a fraqueza dos candidatos, o problema reside no próprio modelo republicano, que se tornou um circuito fechado de favores e clientelismo. As eleições presidenciais, em vez de oferecerem uma escolha real aos portugueses, resumem-se a um desfile de nomes previsíveis, onde a disputa não se dá entre visões diferentes para o país, mas sim entre variações da mesma elite político-mediática. A república transformou a política num espectáculo televisivo, onde os candidatos não precisam de ideias ou de serviço público comprovado—apenas de reconhecimento mediático e apoios partidários nos bastidores.

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Esta imagem compara uma república em declínio e caótica (esq.) com uma Monarquia estável (dir.)

A solidez da monarquia surge, então, como resposta a este caos. Ao contrário de um presidente, que é invariavelmente um produto partidário, um rei não deve favores a financiadores de campanha nem precisa de negociar cargos e favores em troca de votos. O monarca é um chefe de Estado isento, que representa a nação na sua totalidade, e não uma facção política.

A república vendeu-nos a ideia de que o sufrágio universal assegura a representação popular, mas o que vemos é uma repetição do mesmo ciclo vicioso, onde apenas os nomes mudam e os problemas se mantêm. A monarquia, ao estabelecer uma continuidade histórica e ao afastar-se da lógica eleitoralista, proporciona estabilidade, identidade e representação verdadeira.

Portugal não precisa de mais um presidente fraco, refém de compromissos políticos e incapaz de enfrentar os desafios estruturais do país. Precisa de uma liderança que transcenda os ciclos eleitorais e que represente verdadeiramente a identidade e os valores nacionais. Se o debate presidencial se reduz à escolha entre comentadores, ex-governantes reciclados e figuras mediáticas, talvez a questão que devamos colocar não seja “quem será o próximo presidente?”, mas sim “porque continuamos a insistir num modelo falhado?”.

Portanto, enquanto os comentadores republicanos debatem qual será o próximo rosto de um regime falhado, a verdadeira questão é: até quando Portugal se submeterá a esta ilusão republicana? Talvez seja tempo de considerar uma alternativa que já provou a sua eficiência ao longo da nossa história: A Monarquia.

* Artigo da autoria de José Aníbal Marinho Gomes

O autor não escreve segundo o acordo ortográfico de 1990.

 

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Altezas Reais,

Minhas senhoras e meus senhores,

Cumpre-me agradecer a Vas. Altezas Reais a possibilidade de partilharmos com a Família Real esta data de celebração na véspera de um dia e de um momento que amanhã mesmo se comemora, o 1 de Dezembro de 1640, data marcante da história de Portugal e sem a qual não existiríamos hoje enquanto Estado.

Ultrapassados que foram tristes acontecimentos de um passado recente em que o 1 de dezembro deixou de ser feriado nacional durante alguns anos e reposta que foi a solenidade da data, é tempo de relembrar que há que comemorar o 1º de Dezembro  como um dia marcante da história pátria! É nesse sentido que hoje, véspera da histórica data, aqui nos reunimos.

Agradeço, também, a todos quantos aqui se encontram, em número muito elevado, aliás, e a todos os que tornaram possível este jantar. Faço-o na figura de SAR a Infanta Dona Maria Francisca cuja Associação tem sido desde há dois anos peça essencial para a continuação do êxito desta iniciativa.

Permitam-me que saúde também, porque a sua dedicação foi absolutamente essencial, a Maria João Lencastre e o José Carlos Lobão pelo inexcedível apoio dado na organização deste evento.

Em 1640 foram 40 os patriotas que permitiram que hoje aqui estejamos como Portugueses.

São pois 40 os que nós hoje aqui homenageamos e cujo espírito temos de honrar e continuar a seguir: os Conjurados.

E foram precisamente esses 40 portugueses que, pondo em risco posses, posição, família e até a sua própria vida, enfrentaram um contingente muitíssimo superior de castelhanos e que, unidos com o povo de Lisboa, estiveram na génese da reconquista do país e da aclamação de D. João IV como Rei.

Hoje, como no passado, e num momento em que a Portugal atravessa, a exemplo da restante Europa onde se insere, uma crise de identidade e de ausência de valores, é hora de abandonar a passividade, a miopia e a mediocridade e de tomar uma atitude semelhante aos portugueses de 1640. É com esse mesmo espírito de coragem, determinação, convicção e união à volta de uma causa maior que cada um de nós deve enfrentar o presente para construir o futuro.

E o futuro existe apenas se formos livres. A liberdade é a nossa causa maior. Sem ela não há Monarquia e sem ela não existe Portugal.

Há três anos atrás, aquando do início das funções de presidente da Direcção Nacional da Causa Real, enfatizei que o combate pela liberdade, hoje seriamente ameaçada, é aquele que nos devia mover nos anos vindouros.

Infelizmente os acontecimentos um pouco por todo o mundo vieram a dar-nos razão. Deparamo-nos diariamente com crescentes atentados às liberdades de expressão, de reunião e de manifestação e, a par, ao regresso da censura nas redes sociais e de práticas completamente contrarias às tradições dos povos, às suas culturas e identidades nacionais.

Em Portugal, ultrapassados que foram os gigantescos erros de erradicação de feirados e de símbolos pátrios, revela-se hoje, mais do que nunca, como absolutamente imperiosa o necessidade cívica de atenta vigilância por parte dos portugueses em geral e dos monárquicos em particular, em relação às suas liberdades, e, a estes últimos em particular, o dever de se mobilizarem à volta da nossa bandeira azul e branca, a qual carrega toda o nosso passado, representa o presente e é a única que assegura a nossa unidade no futuro.

Foi essa a lógica que norteou o nosso mandato na Causa Real, o qual termina em Março do ano vindouro, e durante o qual a organização procurou ser portadora da mensagem de numa mudança de atitude e de defesa da preservação dos valores nacionais, para os quais a Família Real é, diga-se, absolutamente determinante.

Para além de vermos no nosso Rei e na Família Real uma ligação directa e ininterrupta à nossa história milenar, ao desenvolvimento da nossa consciência enquanto portugueses e à nossa independência enquanto Nação, vemos também no Senhor Dom Duarte, hoje como no passado, esse espírito de luta e de defesa da liberdade, de que deu sempre provas, quer em Portugal, quer em distantes regiões do mundo.

50 anos depois do 25 de Abril e na iminência de novas ameaças contra a liberdade e a democracia portuguesa, é de novo Portugal que se volta para o seu Rei, como único garante da sua continuidade e da defesa da sua história, cultura e tradição.

Contam os Portugueses portanto com a Família Real nessa incessante luta de que tem sabido dar provas ao longo das últimas décadas.

Permitam-me que dedique breves palavras à Causa Real no momento que estou aqui pela última vez enquanto presidente da Direcção do movimento.

Desde o início procurámos deixar clara a nossa posição através da apresentação de uma alternativa política de regime para o País.

O nosso projecto foi desde sempre claro, firme e resoluto: pugnamos pela unidade do movimento monárquico, servimos para apresentar propostas aos Portugueses, lutamos pela defesa dos direitos, liberdades e garantias do nosso Povo e pela possibilidade dos portugueses fazerem escolhas através de nova  legislação eleitoral que permita a real representação dos eleitores.

Defendemos, pois, a dignificação do Homem, da vida e da Nação Portuguesa.

Mas essa só é possível com o Rei. Só com a restauração da Monarquia seremos livres e independentes.

Faço pois votos de que os novos dirigentes que vierem a ser escolhidos no Congresso da Causa Real, que terá lugar no próximo ano, possam traduzir esse propósito de unidade do movimento mas que o façam com sentido de responsabilidade e com pensamento positivo.

Peço que se juntem a mim bebendo à saúde de SS.AA.RR. os Duques de Bragança, ao Príncipe e aos Infantes de Portugal que, encarnando a nossa história, representam uma instituição que será sempre um símbolo de esperança para o futuro de Portugal.

Viva Portugal! Viva o Rei!

 

Lisboa, 30 de Novembro de 2024

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Mensagem de 1 de Dezembro de 2024

por Causa Real, em 01.12.24

Sua Alteza Real o Senhor Duarte de Bragança, Duque de Bragança

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Portugueses,

O ano de 2024 tem sido para Portugal um ano marcado por uma carência grave de estabilidade governativa, sem a qual qualquer governação se vê incapacitada de fazer face aos problemas do país. Foram várias as situações que vivemos, com particular destaque para as coligações negativas entre partidos da oposição que forçaram decisões que vão contra o programa do Governo eleito, gerando uma incerteza grande face ao futuro.

Esta situação, decorrente da recomposição do panorama partidário português pode exigir uma reflexão sobre o nosso sistema eleitoral e sobre a necessidade da sua reforma. O sistema de representação proporcional torna o parlamento excessivamente fragmentado, dificultando a obtenção de maiorias para governar. Esta situação obriga a coligações que não conseguem terminar o seu mandato ou têm muita dificuldade em cooperar.

Precisamos de um sistema eleitoral que aproxime os cidadãos dos eleitos, que favoreça o aparecimento de maiorias, a governabilidade, a estabilidade, e que, simultaneamente, potencie ao máximo a proporcionalidade, através do círculo nacional. Um sistema misto parece impor-se, que conjugue sistema maioritário e proporcional, com um duplo voto para a eleição do parlamento.

O fim da estabilidade é favorecer o crescimento económico, sem o qual não se pode enfrentar de forma eficaz e duradoura a redução dos problemas da pobreza.

Durante os últimos anos, Portugal enfrenta novos desafios, um pouco à semelhança do resto da Europa. Destes desafios, talvez o maior seja a natalidade e imigração. O país precisa urgentemente de uma política de imigração e de uma política de natalidade. Actualmente, temos uma política frágil nesta área sem qualquer estratégia clara. Há mesmo quem pareça querer diminuir o número de portugueses e substitui-lo por não portugueses. A situação é complexa, mas a experiência mostra que os países que não controlaram a imigração estão a sofrer gravíssimas consequências.

A imigração controlada permite que esses homens e mulheres sejam devidamente apoiados a fim de não correrem o risco de serem explorados e lançados à mendicidade ou recorrerem a práticas ilegais. A política de atribuição de vistos tem que ser urgentemente adaptada à realidade atual para impedir o agravamento das consequências do descontrolo imigratório. Aos que acreditam que estes imigrantes contribuem para a sustentabilidade da segurança social, há que lembrar que uma grande parte desses imigrantes não encontram ou não estão interessados em trabalhar em Portugal, usando o nosso País como plataforma para a Europa.

Por outro lado, são necessários verdadeiros incentivos à natalidade, para que as famílias portuguesas possam ter os filhos que querem. O país precisa também de uma política de dignificação da família.

Nestes últimos anos, o país tem conhecido um clima de insegurança nas periferias urbanas, que obriga a reflectir sobre a necessidade de respeitar as forças de segurança e cuidar da inclusão social das periferias. É preciso reconhecer o compromisso diário das nossas forças policiais em proteger as nossas comunidades, muitas vezes em condições difíceis e com recursos limitados.

A sociedade portuguesa confia na sua dedicação e profissionalismo que são fundamentais para preservar a paz e a ordem pública.

No seguimento destas preocupações, é também urgente reforçar a unidade nacional prestando atenção à desertificação do Interior. Os portugueses do interior são portugueses de pleno direito. Não faz sentido retirar serviços (tribunais, finanças, escolas, hospitais…) e continuar a dizer que se pretende fixar populações no interior. Os incêndios são em parte consequências deste abandono.

Este abandono sente se não tanto nas vilas sedes de concelho, mas mais nas aldeias de onde uma parte da população vem viver para as vilas e outra parte para as cidades ou para o estrangeiro.

Quanto a esta situação, recomendo vivamente a leitura do livro “porque sou monárquico” que resume a obra de uma vida, do amigo, Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles. Ele foi o responsável para que a ecologia passasse a ser uma preocupação política do Estado, promovendo grande parte das leis actuais sobre o ordenamento do território e a promoção de uma ecologia preocupada com a natureza, mas tendo em vista o bem-estar da população. Em suma, uma ecologia verdadeiramente humanista.

A técnica que ele defendeu para impedir o alastramento dos incêndios florestais não têm sido postas em prática e a consequência está à vista com a continuação dos grandes incêndios florestais.

Infelizmente, muitas das suas reformas não têm sido respeitadas pelas autoridades regionais e nacionais em parte por ignorância e também por interesses políticos e económicos imediatos.

É urgente também que o Estado cumpra as suas tarefas de soberania: para além das Forças Armadas (cumprindo a o compromisso de destinar 2% do PIB à Defesa), também a justiça precisa de ser reforçada, para a tornar mais rápida e eficiente. O sistema prisional precisa de repensar a segurança e de cuidar da reintegração dos reclusos.

Perante a deterioração da paz a nível mundial – guerras da Ucrânia, no Medio Oriente e o terrorismo em Moçambique – é urgente dignificar e reforçar as Forças Armadas Portuguesas, para que possa responder aos seus compromissos internacionais, mormente no âmbito da NATO. A procura da paz, obriga a estarmos preparados para enfrentar os riscos de guerra.

Assim, mais uma vez manifesto a minha gratidão às nossas Forças Armadas por defenderem os valores e interesses nacionais dentro e fora de Portugal. Num período em que a segurança europeia enfrenta grandes desafios, a capacidade e o sacrifício destes homens e mulheres reforçam a confiança dos portugueses na sua missão de garantir a soberania e a estabilidade.

Noutro sector distinto, gostaria também de agradecer aos profissionais de saúde por continuarem a darem o melhor de si, mesmo perante adversidades que temos conhecido ao longo dos últimos anos. O seu esforço incansável, especialmente nos momentos mais críticos, é indispensável para assegurar um sistema de saúde digno e acessível a todos os portugueses.

Com o esforço e a dedicação de cada um, certamente Portugal continuará um País seguro, forte e saudável.

No que diz respeito ao ambiente, uma das minha principais preocupações, gostaria de destacar a importância da sustentabilidade ambiental e propor ações concretas, tais como: a Preservação dos Recursos Naturais (tais como o Incentivar de práticas de conservação de água, reflorestamento e proteção da biodiversidade);  o uso de uma Energia Limpa (com o apoio  ao uso de energias renováveis, como solar e eólica, promovendo a independência energética); uma Economia Circular (encorajando políticas que reduzam o desperdício e priorizem a reciclagem e reutilização) e uma reforçada Educação Ambiental (reforçando a sensibilização pública sobre mudanças climáticas e responsabilidade ambiental).

Essas minhas sugestões têm o objectivo de alinhar tradição e inovação em favor do ambiente.

Hoje, em tempos de desafios e oportunidades, reforço meu compromisso com Portugal e seu futuro. A nossa nação, rica em história e cultura, enfrenta grandes obstáculos, tais como a recuperação económica, o bem-estar social e o fortalecimento de nossas instituições democráticas.

Como chefe da Casa Real, enalteço o valor da unidade nacional. Apelo à colaboração entre setores públicos e privados para fomentar inovação, inclusão e sustentabilidade. Juntos, construiremos um Portugal mais próspero, com respeito ao passado e determinação pelo futuro.

Como sempre, a minha família eu próprio estamos à disposição dos portugueses para servir no que for entendido como necessário.

Desejamos a todos um feliz Natal e um ano de 2025 abençoado por Deus!

Viva Portugal

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A postura dos Reis de Espanha em Valência

por Causa Real, em 16.11.24

A Causa Real expressa as mais sentidas condolências às famílias das vítimas da trágica DANA que, no dia 29 de Outubro de 2024, assolou a região de Valência, deixando um rastro de destruição, sofrimento e perdas irreparáveis. Este desastre natural, que causou a morte de mais de 200 pessoas, abalou profundamente a população valenciana, e a espanhola em geral.
Neste momento de dor e luto, é fundamental sublinhar a coragem e o compromisso da Família Real, representada pelo Rei Felipe VI e pela Rainha Letizia, que, com grande determinação, estiveram presentes nas zonas mais afectadas pela catástrofe. Desde as primeiras horas da tragédia, os monarcas mostraram-se profundamente sensibilizados com a situação e alteraram a sua agenda para estarem ao lado da população de Valência.

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A sua visita a Paiporta, uma das áreas mais devastadas pelas enchentes, foi um acto de solidariedade e apoio aos que mais necessitam. Mesmo diante de um ambiente de grande tensão, com protestos e até ataques simbólicos, como o arremesso de lama, os monarcas mantiveram-se firmes, mostrando uma coragem exemplar.
Embora a responsabilidade pela gestão da crise e da reconstrução seja do Governo e das autoridades locais, a Casa Real desempenhou, como sempre, um papel simbólico essencial. O Rei, ao permanecer no local e demonstrar apoio à população, reafirma que, apesar de não governar, a Monarquia tem o dever de unir e reconfortar o povo espanhol, especialmente nos momentos mais difíceis.
Posteriormente, o Rei Felipe VI fez questão de regressar à região afectada, desta vez com um foco particular no reconhecimento e apoio ao trabalho das forças armadas espanholas. Na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas, o monarca visitou as unidades militares que continuam a operar no terreno, prestando assistência aos afectados.

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O papel do Rei vai além do simples acto de presença. Ao estar no terreno, ao conversar com as vítimas, com os militares e com os civis, o Rei cumpre uma missão de simbolismo e união que transcende as funções executivas do Governo. Em momentos de crise, a Monarquia serve como um ponto de referência para o povo, como um elo que une a nação, independentemente das dificuldades e dos desafios. A sua presença no local das tragédias e a sua forma de se comportar, com empatia, coragem e humanidade, transmitem uma mensagem clara de que o Rei, embora não governe, está profundamente comprometido com o bem-estar da população e com a preservação da unidade do país.

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O senhor presidente da República, acreditamos que involuntariamente, cometeu, um erro factual, histórico, jurídico e político no seu discurso, que parece ter passado despercebido a alguns, porém que a outros, mais atentos, não deixou de ser notado.

A elencar aquilo a que a República resistiu, diz o Chefe do Estado:
- "A República resistiu... na repressão da ditadura militar e política, por natureza anti-republicana".

Ora, é claro que à plateia circunstante e ao País real foi dado a entender que o movimento monárquico não reprimiu também a ditadura militar e política, apesar da sua natureza anti-republicana, o que é falso.

De facto, a Constituição do Estado Novo não alterou a fórmula republicana ao longo de todo o período da ditadura, não obstante as suas alterações e quatro revisões constitucionais. Ou seja, Salazar e Caetano não mexeram na fórmula republicana, tendo aliás tido e mantido sempre militares na cadeira presidencial.

Mais: a Família Real Portuguesa não voltou do exílio até à década de 50 do século passado, tanto assim que o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança nasceu ainda na Legação de Portugal em Berna, por essa razão.

O senhor presidente da República 'esqueceu-se" de fazer a devida ressalva ao facto da Família Real Portuguesa, proscrita, inclusive por força de lei, ainda durante o Estado Novo, pelo facto de ser naturalmente anti-republicana, nem por isso deixou de ser um "empecilho", digamos assim, à ditadura e nem por isso deixou de resistir, tal como o movimento monárquico em geral, incluindo, diga-se, na III República - cuja Constituição em vigor veda a possibilidade ao povo português de optar em liberdade sobre quem deve representar Portugal na Chefia do Estado.

Há cinco décadas que a narrativa estatal da III República, desde logo nas escolas, faz uma espúria associação entre monarquia e ditadura, conotando-as, como fez o Chefe do Estado, por omissão, no seu discurso deste 5 de Outubro de 2024.

Razão, isso sim, teve o PR, quando disse que, "a mais imperfeita democracia é muito melhor do que a mais tentadora ditadura".

Acontece que a democracia não é um exclusivo da República. Curto é o entendimento que tal considera.

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  1. A Causa Real saúda os atletas e as equipas portuguesas em competição nos Jogos Olímpicos de Paris, com votos dos maiores sucessos e êxitos desportivos para todos quantos representam Portugal nesse grande encontro de superação, talento e beleza mas também nessa grande concerto de Nações, Povos e Culturas que representam os Jogos Olímpicos da chamada era moderna fundados por Pierre de Fréd, Barão de Coubertin em 1896, sob o lema "Citius, Altius Fortious", sugerido pelo seu amigo, o Padre Henri Didon, frade dominicano.

 

  1. A Causa Real, apoiante de sempre do desporto, das suas virtudes e dos seus feitos extraordinários, considera também cada edição dos Jogos Olímpicos como um período alto da condição humana que apela e convoca os responsáveis pela organização, os atletas, as equipas e delegações, assim como o público e as autoridades, a convergirem na promoção de valores culturais que apontem para o caminho em que o desporto radica, da alegria do encontro, do respeito mútuo, da sã convivência e da paz.

 

  1. A Causa Real não pode, portanto, deixar de manifestar publicamente repúdio pela concepção, temática e execução de largas passagens alegóricas e muito simbólicas da cerimónia de abertura dos JO de Paris 2024, na passada sexta-feira, dia 26, deplorável espectáculo que França e a Europa deram ao Ocidente e ao Mundo para centenas de milhões de povos e nações de todas as proveniências e latitudes da Terra, através de uma produção cujo motivação, deliberada e ostensivamente, foi o maior ataque de sempre à fé cristã jamais perpetrado por meios audiovisuais e digitais.

 

  1. Na verdade, para além da "cena" da "Última Ceia", que ultraja a fé cristã, bombardeando a liberdade religiosa de centenas de milhões de pessoas - que já contou inclusive com censura de outros credos - toda a cerimónia, em diversos e sucessivos momentos, por aí não se satisfez, atacando também a cultura em que a Europa está alicerçada, basilar da cultura ocidental. E não satisfeita com tamanha sede de destruição, foi ainda capaz de ser miserável a ponto de trespassar valores universais, comuns a outras culturas, com apelos expressos a horrores tais como a guilhotina e assim à violência, entre outros grandes males deste e de todos os tempos, cuja incitamento pode ser verificado objectivamente, pois que de arte não se tratou mas de todo um "culto", que tem vindo a acentuar-se por via dos denominados "movimentos woke", braços malsãos, ditos na novilíngua orwelliana "de inclusão". A este propósito, apropriado será reproduzir as palavras do secretário-geral da Conferência Episcopal de França, Padre Hugues de Woillemont, que realçou que entre "a inclusão demonstrada e a exclusão efectiva de certos fiéis, não é necessário ferir as consciências para promover a fraternidade e a sororidade”.

 

  1. A Causa Real associa-se a todas as organizações idóneas e pessoas de bem, católicas ou não católicas, cristãs ou não cristãs, crentes ou não crentes que de toda a parte, culturas, credos, convicções e opções individuais em liberdade têm vindo repudiar o arquitectado desrespeito e a programado ataque levado a cabo na última sexta-feira em Paris sobre a Humanidade. E se a Organização dos JO de Paris veio fazer uma declaração alegadamente de desagravo, tal revelou-se um chorrilho de cinismo e mentiras.

 

  1. A Causa Real reitera aquilo que refere no ponto primeiro do presente Comunicado, saudando os atletas e as equipas portuguesas em competição nos Jogos Olímpicos, com votos dos maiores sucessos e êxitos desportivos para todos quantos representam Portugal, encorajando-os também a não se sujeitarem à neutralidade totalitária que está a ser imposta aos medalhados, de desistirem da sua liberdade religiosa e de consciência.

 

  1. A Causa Real apela ainda às autoridades desportivas e civis portuguesas, assim como ao povo em geral que, no uso dos meios legítimos que têm ao seu dispôr, façam chegar à Organização dos JO nota de repúdio pelo sucedido, autorizando as entidades idóneas e pessoas de bem a reproduzirem o presente Comunicado perante quem de direito.

 

Lisboa, 29 de Julho de 2024

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Nota sobre o novo logótipo do Governo

por Causa Real, em 07.04.24

A Causa Real saúda publicamente a recente  mudança da simbologia governamental, lamentando, porém, que se não tivesse voltado ao figurino de 2011, no qual se mencionava, aí sim com verdadeiro espírito inclusivo e abrangente de todos os portugueses, Governo de Portugal e não República portuguesa.

logo governo.png

Em cima: logótipo desenvolvido em 2011. no meio: logótipo desenvolvido em 2016. Em baixo: logótipo desenvolvido em 2023.

 

 

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A Causa Real vê com grande preocupação a contínua degradação do sector primário e do mundo rural.

De facto, nos últimos anos os governos de Portugal têm menosprezado o sector agropecuário pondo em perigo não apenas a sobrevivência das nossas empresas agrícolas como a nossa segurança alimentar.

Na realidade, as "políticas agrícolas" parecem mais autênticas ofensivas contra os agricultores do que a prossecução de uma normal e sã política de desenvolvimento económico, levando ao encerramento de numerosas explorações agrícolas e falências no mundo rural.

A desarticulação entre os vários serviços do Ministério da Agricultura, cada vez com menor peso político, e o profundo desconhecimento das especificidades, à falta de planeamento e da realidade concreta da PAC, tem levado à redução dos apoios ao sector agrícola e a uma má gestão das verbas da Política Agrícola Comum.

O mundo rural sempre fez parte do património histórico e político da Causa Real bem como a defesa da agricultura e dos agricultores, não podendo assim calar agora a sua voz contra a verdadeira asfixia sujeita a este importante sector.

Se a agricultura morrer, todos perdemos!

A Causa Real está e estará com os agricultores e o mundo rural.

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Carta aberta aos responsáveis partidários

por Causa Real, em 31.01.24

Logo Causa Real.png

Na expectativa da abertura de um novo período de debate público precedendo eleições legislativas, a Causa Real não poderia deixar de exortar os responsáveis partidários a tomarem posição e a aprofundarem a discussão sobre aspectos fundamentais do sistema constitucional e do sistema político:

Não se imporá corrigir enunciados constitucionais datados e ultrapassados em sede de enumeração de limites materiais à revisão constitucional, muito em especial no que toca à equivocamente denominada forma republicana de governo [alínea b) do artigo 288.º da Constituição da República Portuguesa/CRP]?

Em nome uma plena coerência democrática, onde se lê «forma republicana de governo» não deveria passar a ler-se forma democrática de governo?

Fará ainda sentido manter persistentes limitações constitucionais à(s) liberdade(s) política(s) dos portugueses? Pense-se, por exemplo, no monopólio partidário na apresentação de candidaturas às eleições legislativas, consagrado no artigo 151.º, n.º 2 da CRP.

 

Não importará também introduzir mudanças fundamentais de aproximação do sistema político ao país real? É o caso, por exemplo, da alteração à lei eleitoral no sentido da criação de círculos uninominais, com eventual adopção de um esquema de representação proporcional personalizada, com círculo de compensação nacional.

Eis alguns tópicos cuja cuidada ponderação o bem comum dos portugueses parece atualmente exigir.

 

Comissão Executiva da Causa Real

Lisboa, 30 de Janeiro de 2024

 

 

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Quem somos?

Bem vindo ao Blog daCausa Real, um contributo para discussão de um Portugal com futuro. A Causa Reall coordena, a nível nacional, o movimento monárquico, tendo como objectivo principal a promoção de uma alternativa política para Portugal.


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